sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Tempo ruim para os jornais.


Uma nota do blog do Luis Nassif chamou muito minha atenção (clique aqui para ler a matéria completa).
A venda em bancas do jornais mais do que cai. Despenca. Vertiginosamente.

Os três maiores jornais do país (Folha de São Paulo, Estado e Globo) tem hoje uma venda média diária de 96 mil exemplares. No início de 2009 este número era de 2.153.891 vendidos diariamente.

Isto representa apenas 4,45% da venda diária do inicio do ano.

Se você esta se perguntando o que isto tem a ver com o mundo do livro, para eu estar fazendo este post aqui em um blog do mercado de livros, vou tentar demonstrar brevemente meu ponto de vista.
Até hoje a grande maior parte das editoras brasileiras pensa que fazer marketing e divulgação de seus livros é bajular jornalista para obter uma boa resenha nestes jornais. Com uma queda tão acentuada da penetração destes veículos nos seus públicos alvos, mesmo a conquista da tão sonhada resenha de pagina inteira não tem mais, nem de longe, a importância que tinha no passado. Para onde migrou este público?
Para a Web !
Eu mesmo só manuseio um jornal impresso muito raramente, em primeiro lugar porque discordo de forma diametralmente oposta dos pontos de vistas que os chamados jornalões tem da política e da economia no Brasil, em segundo lugar porque a noticia no jornal já chega velha, em terceiro porque não tem espaço para opinar. Lembram do post anterior do Prosumer? Este é o mundo que vivemos.

Em contrapartida à queda das tiragens e das vendas do grandes jornais, aumentam as vendas dor jornais regionais. Simples, noticias do Brasil e do mundo todo nós podemos ter a qualquer momento ao alcance dos nossos mouses ou da tela do nosso celular. Mas as noticias do bairro, da cidade não.

Atenção Livrarias!
Vocês estão vendendo ou distribuindo o jornal regional? Acho que esta na hora de pensar no assunto

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Nordeste porreta

Não bastasse a matéria de capa da Revista Exame falando que o Nordeste é a região que mais cresce no país(clique aqui para ler a matéria), agora saiu a pesquisa no jornal Estado de São Paulo, falando sobre os hábitos de consumo no Nordeste.

Neste estudo, pasmem, descobriu-se que as classes C e D desta região, consumiram mais que as classes A e B da região Sudeste. Clique aqui e veja os comentários no blog de Paulo Henrique Amorim. (Se você ainda não sabia, eu sou fã de carteirinha do blog Conversa Afiada do PHA)

Tudo bem que este estudo se concentre nas compras de produtos de bens de consumo, mas é fácil transportar esta tendência para o mercado editorial. O varejo deste segmento há muito tem se profissionalizado e se renovado nesta região, talvez esteja na hora do varejo de livros se inspirar neste modelo.

Quando as classses C e D consomem 5% a mais que o chamado Sul Maravilha, há alguma coisa de nobre no reino da rapadura. Quem souber explorar, no melhor sentido do termo, vai colher bons frutos.

As editoras estão preparadas para esta mudança? E as livrarias da região, estão alcançando resultados como estas mudanças?

Gostaria de "v(l)er" comentários.



Blog desatualizado assusta quem bloga

É gente, foi um longo intervalo, mas confesso que o baixo número de comentários nos meus posts me deixa meio em duvida sobre a importância deste oficio de cronista do varejo do livro.
Na semana retrasada ao dar um curso para a turma do Curso de Extensão Universitária da Unesp, confessei minha falta de atualização neste blog, ao que alguém comentou " é, blog desatualizado assusta".

Verdade que fiquei envergonhado e apelei para a desculpa do nascimento da minha filha Laura há 2 meses, mas o fato é que os comentários e a participação dos leitores é que dá o gás necessário para a produção, mas ao "vivo" muita gente comenta e da opinião, parece que ningue quer se comprometer a deixar a opniao gravada na Web.

As vezes acho que faltam temas, mas no dia-a-dia os temas pululam.

Convoco você, leitor deste blog, a mandar sugestões, reclamações e opiniões para que os temas e as conversas sejam mais frequentes.
Aceita o desafio?

sábado, 3 de outubro de 2009

No rastro






Aproveitando o tema da indicação, se você tem um cliente com gosto por boa, ótima literatura que quer ler algo arrebatador, aproveite para indicar não só um livro novo como também uma nova editora.

A editora Leya na festa do seu lançamento no Brasil distribuiu aos presentes no belo evento no Rio um exemplar do livro " No Rastro do Jaguar" do autor Murillo de Carvalho. Eu ainda não havia lido nada do autor(ok, eu sei que é uma vergonha mas acontece).

Ao começar a leitura deste livro eu fui tomado de um entusiasmo pela leitura que há muito tempo não me acometia. Podem oferecer este livro para seu cliente indeciso, pois este é um livro para chamar de seu.

Indicar é o máximo


Quando eu trabalhava no atendimento de livrarias, o chamado balcão da loja, eu adorava quando um cliente me pedia uma indicação. Considero a indicação de um livro para leitura uma arte. Muitas vezes, a maior parte delas inclusive, o tipo de livro que você mais gosta nada tem a ver com o cliente e o seu gosto de leitura, mas se você gosta realmente do que faz e conhece o seu negócio, você aprende a indicar até mesmo livros que você não leria, mas que pelo perfil do cliente você pode perceber que é um livro que ele vai apreciar. Quando o cliente tem um gosto de leitura que coincide com o seu, chega até ser covardia receber para trabalhar nisso.

Receber as informações de novidades das editoras, conferir os livros quando chegam na loja e bater e os olhos e dizer " este aqui já vou separar pro fulano, tenho certeza que ele vai gostar" é quase uma religião. São poucos que atingem o nirvana neste sacerdócio.

A boa indicação é aquela que foge do trivial. Surpreender o cliente-leitor é um desafio para o vendedor de livros. Tem muita coisa boa, verdade que se publica muita coisa estéril também, por isso que um boa indicação pode conquistar um cliente para sempre.

Me lembro de uma ocasião em que uma cliente estava indecisa diante de tanta variedade títulos e de preços tão dispares. Imagino que ela pensava que se desse um livro caro e o namorado não gostasse seria um desperdício, mas se desse um livro barato poderia parecer sovina. Quando a cliente já estava pensando em sair e comprar alguma outra coisa, que não um livro, propus para ela um livro incomum. "No País das Sombras Longas" de Hans Ruesch que conta a vida de um esquimó. Um livro antigo, preço acessível e com uma história que, para nós que desconhecemos o mundo polar, beira a ficção científica, mas é um mundo real.

A satisfação da cliente com a solução de preço, ganchos de interesse e por não ser um livro que todo mundo já leu, valeu o meu dia.

Para indicar é preciso ler, ler sem preconceitos, sem pedantismo e com a convicção que da sua leitura pode estar surgindo a próxima conquista de vendas.

Cliente que reclama, quer ficar cliente


Esta semana recebi um comentário com uma reclamação em um dos posts do blog que me fez considerar o assunto para uma nova sugestão aqui no blog. A forma de se tratar uma reclamação tem uma importância fundamental para a empresa como um todo. Já é bem conhecido o ditado que diz que cliente que reclama é cliente que quer ficar, o pior que pode acontecer conosco é o cliente que vira as costas, não fala nada e não nos dá nem a chance de mantê-lo como cliente e nem muito menos de corrigir nossas falhas para todos os outros clientes. Aproveitando o caso que contei acima, é muito importante orientarmos a equipe, sempre, que se o cliente não está satisfeito com a informação que obteve até o momento e exige uma instância superior, permita que ele tenha acesso à uma pessoa de nível superior, se não for possível contato direto naquele exato momento, informe o telefone ou e-mail para que o cliente possa expor sua contrariedade. Abra canais, como e-mails, um número de telefone para um SAC, um blog corporativo ou a boa e velha caixinha pedindo que o cliente deposite ali as suas observações.
Muitas vezes nossa equipe quer nos poupar de um constrangimento por um problema que nem é de responsabilidade direta da nossa empresa, o exemplo mais comum é o do cliente que comprou um livro e depois de algum tempo, quando estava lendo o cliente descobre que a parte mais emocionante do livro está faltando páginas e ele acha que a culpa é da livraria que o vendeu. Mas mesmo assim, se o cliente exigir é preciso que ele tenha acesso à alguem que dê a satisfação desejada.
Mas as vezes pode acontecer da equipe estar tentando ocultar a sua própria falha e ai que precisamos ter muito mais tato. Reconhecer o erro como tal e tomar providências para solucionar, não só aquele caso, mas também o fator que permitiu que este erro acontecesse.

Mas uma coisa nunca deve ser feito quando pegamos nossa equipe neste caso, NUNCA, JAMAIS EM HIPÓTESE ALGUMA, chamar a atenção do responsável pelo erro na frente do cliente, nem mesmo na frente de ninguém. Convide o funcionário para um local reservado e explique o que ocorreu, porque está errado e o que deve ser feito em casos semelhantes.
É duro reconhecer um erro, mas muito pior é perder um cliente, credibilidade e a consideração de nossa equipe, pois quem comete o desatino de repreender alguém para que outros vejam, causa mais um problema e constrange o cliente ainda por cima.

sábado, 15 de agosto de 2009

Veja o filme e venda o livro

Uma produção cinematográfica de um título já lançado sempre ajuda o livro a vender um pouco mais, mas desta vez o livro vem junto com o filme, texto, roteiro e direção de Guillermo del Toro, o aclamado diretor de Labirinto do Fauno.
Ponto para o mercado, que sempre ganha com estratégias como esta para valorizar um produto, aproveitem um preview do filme neste book-trailer.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A polêmica do Fundo Pró-Leitura

Acredito que todos já ouviram falar do Fundo Pró Leitura. O conceito do fundo surgiu quando ocorreu a desoneração do Pins/Confins para a cadeia produtiva do livro em dezembro de 2003. Com a autorização do meu amigo José Henrique Guimarães, da Acaiaca coloco aqui à disposição de todos o texto que ele preparou e que esta no Blog do Galeno.Vale a reflexão, pois a aplicação em cascata da taxa de 1% para toda a cadeia afeta o mercado de maneira sensível. Vou colocar os primeiros parágrafos e convido à todos para acessar todo o material no link abaixo. Boa leitura.



"Tenho para mim a convicção de que um dos principais instrumentos de facilitação do acesso ao livro no Brasil é o comércio no varejo e no atacado. Na hipótese de institucionalização do Fundo Pró-Leitura e a taxação única em cascata de 1 % sobre o faturamento das empresas, os distribuidores e livreiros serão duramente penalizados, pois operam com margens de lucro muito reduzidas – no caso das distribuidoras, por exemplo, próximas desse percentual. Com os dois principais elos da cadeia de suprimentos enfraquecidos pela taxação em cascata, o Fundo pode de forma contraditória tornar-se uma grave barreira a novos investimentos, ao menos do setor."

Clique aqui para todo o conteúdo

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O curso que foi água abaixo


Calma gente, é apenas força de expressão. O curso que eu faria amanhã sobre Gestão de Consignação na Escola do Escritor em São Paulo precisou ser adiado, pois a sala onde seria feita aula teve um alagamento por conta de um cano que estourou no imóvel ao lado.
Fica para a próxima, quando tivermos novidades, avisamos à todos. Bom Final de Semana.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Mais um expert chegando para dar seu recado

Hoje resolvi tirar o atraso. Na verdade com um pequeno empurrão do meu amigo Edson Honorato que me visitou hoje e disse que em breve irá por um blog no ar para poder oferecer seus serviços de consultaria para livrarias no Brasil inteiro, nesta hora me dei conta que estava em falta com meus serviços aqui no pedaço. O Edson, para quem não conhece é hoje Diretor Comercial da Editoras Madras e foi durante muitos anos o responsável pelas compras da rede Siciliano, tendo se desligado da empresa como Diretor de Produtos. Para o mercado vai ser uma excelente oportunidade poder contar com o apoio e o Know How de alguém que conheceu intimamente os processos de abertura de livrarias, criação de mix, negociação com fornecedores e tantas outras atividades de um profissional deste nível em uma empresa daquele porte, vai ser uma chance única. Enquanto o Edson está preparando o seu blog, não perca a oportunidade de contatá-lo pelo e-mail edsonhonorato2@gmail.com.