
Muito se tem falado sobre os gargalos logísticos no Brasil, insuficiência de aeroportos, as docas dos portos abarrotadas, malha ferroviária desmantelada entre outras coisas, coisas públicas em geral. Mas está tornando um pesadelo lidar com as empresas privadas que poderiam muito bem cuidar destes assuntos de forma mais eficiente, transportadoras que levam nossos caixas de livros Brasil afora. Extravio de caixas, coletas atrasadas atendimentos feito com grosserias, desrespeito por clientes parceiros de muitos anos são os problemas mais frequentes que encontramos.
Parece que o crescimento dos negócios no Brasil como um todo, geraram uma expansão de atividades nas transportadoras rodoviárias de tal forma que nem seus sistemas, nem seus Centros de Distribuição estavam minimamente preparados para esta ampliação de negócios, mas até isso seria mais fácil de lidar se quando nos defrontássemos com problemas encontrássemos no SAC destas empresas, pessoas educadas preocupadas em resolver o problema de seus clientes. Mas não, o que encontramos é truculência e falta de respeito. A mercadoria enviada para um cliente na Bahia vai parar ninguém sabe aonde e ainda temos que implorar para que alguém nos de alguma atenção.
Nestes problemas não escapam nem as grandes nem as pequenas transportadoras. Infelizmente o mercado editorial sozinho não tem volume para desenvolver uma empresa segmentada de entregas para todo o Brasil, mas para a grande São Paulo e Grande Rio já dava pra desenhar alguma coisa. E com um mercado onde a industria se concentra essencialmente em Rio e São Paulo, a questão das remessas de livros para outras regiões se torna vital para sobrevivência do livreiro destas praças , e estes não tem alternativa, tem que contar com serviços cada dia mais irregulares.
Será que dá pra sonhar com um transporte ferroviario que torne esta operação mais barata, dando mais rentabilidade para este negócio? Bem, aproveite que estamos às vesperas de uma eleição e procure entender o que o seu candidato tem a dizer sobre estes assuntos para decidir para quem votar, afinal de contas um dia temos que mudar.