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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Uma vida entre livros

Não sei se José Mindlin se aventurou na blogsfera, mas se o tivesse feito e dissesse que o nome vivodelivro deveria pertencer a ele, eu não teria nenhuma alternativa que não fornecer-lhe o domínio.

Acabo de saber que o bibliófilo de 95 anos deixou a companhia dos seus livros definitivamente. Só o vi umas poucas vezes, quando visitava o então Ática Shopping Cultural, que é hoje a Fnac Pinheiros. Mais tarde uma colega nossa se desligou da empresa para ir trabalhar com ele, para ajudar na organização da sua famosa biblioteca. Vai aqui uma sugestão de leitura para todos que vivem e amam livros, o livro lançado pela Companhia das Letras em 1997, mesmo ano de inaguração do Ática Shopping. Dedico ao momento o silêncio digno e necessário para a leitura.
Convido a todos para assistir o vídeo:

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Editora e o consumidor final

Esta semana fiz uma nova edição do curso sobre Canais de Distribuição na Unesp. Muitos dos temas polêmicos voltaram a tona com uma platéia de 55 pessoas. Mas desta vez uma novo tema pareceu despertar interesse. Eu sempre afirmo que o papel da editora não é vender ao consumidor final, talvez como último recurso o leitor comprar o livro no site da editora seja aceitável, mas eu acredito que mesmo assim a editora deve fazer todos os esforços para que uma livraria, física ou virtual, concretize a venda por fim. Bom achar é uma coisa, avaliar de forma cartesiana é outra. Mas acabo de fazer uma conta bem básica e considero que se esta venda no site da editora não for pelo menos 5 vezes superior à soma de todos os custos desta ação (salários+fretes+embalagem+custo administrativo do site+ comissão da operadora do cartão de crédito) a editora fazer a venda sozinha é um erro.
O que acha?

Canais de Distribuição no Mercado Editorial 1ª Aula

Muito obrigado a todos os presentes neste curso que ministrei no início dessa semana na UNESP, fico muito feliz com a presença de todos os 55 inscritos nas aulas. Aqui esta a primeira parte (1/2) do curso de Canais de Distribuição, realizado no dia 22 de Fevereiro de 2010.
Ações e inovações para melhorar os resultados de uma editora:

Canais de Distribuição no Mercado Editorial 2ª Aula

Pra quem estava lá e até mesmo pra quem não pode ir, segue a segunda parte (2/2) do curso de Canais de Distribuição que ministrei na UNESP no dia 23 de Fevereiro de 2010.
Ações e inovações para melhorar os resultados de uma editora:

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Curso na Unesp


Fiquei muitos feliz em saber, na volta do carnaval, que mais de 45 pessoas estarão presentes na reedição do curso sobre " Canais de Distribuição de Livro" na Unesp que apresentarei nestas terça e quarta, dias 23 e 24. Esta é a terceira edição do curso e sempre procuro acrescentar mais informações, aproveitando o que aprendi com os participantes das palestras anteriores e com o aprendizado do dia-a-dia entre uma edição e outra. Impressionante como o conhecimento é algo infinito. Sempre podemos ir mais além, trazer um ponto novo e olhar para trás e dizer, eu devia saber disso antes.
Bem, ninguém sabe tudo, há sempre mais para aprender, mesmo para quem tem a missão de ensinar.
Clique aqui e veja a programação, ainda dá tempo de você participar.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Congresso sobre Livro Digital


Que tal ouvir especialistas sobre o que é o que está acontecendo no mundo do livro eletrônico.
Sinceramente, acho que não dá pra perder. É fundamental participar, prestar atenção e se posicionar.
Estarei lá, sem dúvida, agora que que virei twitteiro, pretendo manter todos ligados.

E clique aqui para visitar o site da CBL para mais informações.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Você abriria uma livraria na periferia?

Para cada perfil de consumidor, uma estratégia. Para cada mercado, uma oferta. A rede Nobel, tem lojas franqueadas em pontos que muita gente torceria o nariz, mas que vêem apresentando resultados para entusiasmar editores, distribuidores e por que não dizer, outros livreiros. Em Angola, será inaugurada nos próximos dias a terceira loja.
Saber que existe oportunidade de vendas em pontos com grande circulação, preço por metro quadrado mais acessível faz o mercado se tornar mais atraente. Mas para fazer vendas para este público com certeza é preciso conhece-lo e atender suas expectativas, sem abrir nenhuma exceção na qualidade de serviços que são consideradas fundamentais para livrarias em qualquer ponto. O crescimento da classe C e D já tem realizado progressos em vários outros mercados, porque não faria o mesmo no nosso mercado. Ou não acreditamos que a leitura é interessante também para quem está adquirindo agora poder de compra? Clique aqui e leia uma matéria recente sobre o caso acima.

Ainda sobre as redes sociais


Esta semana a revista Carta Capital publicou uma excelente matéria, traduzida da The Economist, sobre as redes sociais. São 8 páginas falando com bastante seriedade sobre os usuários, sobre as oportunidades e desafios que as comunidades virtuais oferecem. Infelizmente não o link ainda não está disponível, mas a revista esta nas bancas e vale a pena leitura.

Eu sempre insisto que estas novas mídias são perfeitas para o mundo dos livros, que é um mercado que vive, depende, cresce com um modelo de marketing que estas redes podem espelhar muito bem. O boca-boca, a indicação de uma conhecido é até hoje a melhor fonte de decisão de compra para um título. Vamos nos manter ligados, hein?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Twitando-se

Não resisti. O Vídeo é muito bom. Pode parecer exagero, mas não é não.
Divirtam-se

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Redes sociais


Talvez ainda não tenhamos despertado de maneira consistente para o fenômeno das redes sociais na Web. Como não posso deixar de fazer, todo assunto me lembra um livro, quando falo de redes sociais me lembro do livro do Jason Epstein " O Negócio do Livro" da editora Record. Sempre recomendo aos profissionais do mercado este título, é uma viagem ao passado, uma reflexão do presente e um convite ao futuro do nosso mercado.
O autor dizia, há 5 anos atrás, que os grande benefícios da internet para o mundo editorial ainda estavam por chegar, as lojas on-line eram apenas um ponta do iceberg monumental que se escondia por baixo das águas. A possibilidade de as editoras, os editores e os autores terem contato direto com seu público, eram a grande oportunidade que somente um mundo interativo como a internet poderia propiciar.
O que me assusta é que mesmo eu, que me sinto tão à vontade com este "Admirável Mundo Novo" ( olha outra citação literária ai) ainda me sinta como um peixe fora d'agua neste negócio.

Negócio não é forma pejorativa de dizer, negócio é como deve ser chamado, pois ainda deverá ser o grande impulso de muitos mercados. Imaginem que o famoso boca-a-boca que até hoje é melhor mídia que um autor pode receber, seja transformado em post-a-post, ou pra usar um neologismo apropriado, que amigos twittem para seus vários amigos uma indicação de leitura.
Meu filho, de 21 anos, vive mergulhado nas movimentações desta teia eletrônica, e à despeito de eu me julgar capacitado para vôos cibernáuticos, não me atrevi à carreira solo no Twitter. Espero em breve contar com o auxilio luxuoso (agora uma citação musical) do meu filho para poder proporcionar aos incautos navegadores deste blog um up-grade de conteúdo.
Convido-os a ler o livro de Charlene Li,(clique aqui) que em Março fará uma palestra na HSM sobre redes sociais, vamos falar mais deste assunto. Para saber mais clique aqui

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Você já viu ?

Chegou o I-Pad!


Ok a notícia é velha( uma semana), eu sei, mas como já disse aqui a idéia deste blog não é ser porta voz de novidades, mas sim uma voz sensata em meio ao turbilhão de informações deste mercado.


Embora não seja um e-reader na sua essência, ele possibilita também esta oportunidade.
Apesar da minha resistência, eu leria um livro neste brinquedinho...

Mas reforço minha opinião, este equipamento vai ajudar a empurrar os jornais impressos para o fundo do poço e estas revistas semanais de temas superficiais vão juntas.

Leitura em papel será para conteúdos com maior profundidade, ou seja, livros e matérias que exijam mais do leitor do que um requentado de noticiais já exibidas no jornal das TVs com algumas fotos ao lado. Se você ainda não o fez, clique aqui e assista um vídeo deste novo objeto de desejo, apresentado nada mais nada menos por Steve Jobs, fundador da Apple.