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terça-feira, 13 de novembro de 2012

O valor de um check-in


Se ao ler o título deste post você pensou nos custos de se hospedar em um hotel ou no  tarifa cobrada pela operação de embarque em um avião, você precisar rever seus conceitos...

Acabo de ler um artigo no Blog SilverPop relatando os 7 erros mais frequentes nas estratégias de marketing de localização por georeferência.

Pensei em listar aqui as dicas apresentadas pela empresa especializada, mas acho que a tradução que precisa ser feita não é a do texto, mas sim traduzir a experiência descrita no texto  daquela que vivemos  em nosso mercado.  Clique aqui para baixar o arquivo no original em PDF. Eu simplesmente não entendo porque os varejistas brasileiros são tão pouco ousados na utilização desta ferramenta.

Resumindo rapidamente, “Fazer Check-In” é uma funcionalidade disponível em aplicativos que se instalam nos  SmartPhones, que utilizando-se dos serviços nativos do GPS ali também já instalados, recuperam sua posição geográfica e listam os pontos de interesse próximos à sua localização. Podem ser encontrados no Facebook, no FourSquare, no Instagram e em centenas de outros apps que se utilizam de integração com as redes sociais mais diversas.

Quando uma pessoa entra em um estabelecimento comercial e faz um “Check-In” ela está dizendo para todos os seus amigos das diferentes redes sociais em que participa, que ela chegou naquele local e está fazendo algo ali. O que pode parecer um comportamento exibicionista ou fútil para algumas pessoas, trata-se na verdade de um comportamento de consumo com oportunidades fantásticas de interação com seus clientes. Quer você ache isso uma atitude estranha ou não (intelectuais que me desculpem, mas deixem de bobagens por favor) o fato é que hoje em dia milhões (isso mesmo, milhões!) de pessoas fazem isso para se divertir e interagir com centenas de amigos que fazem parte de suas listas.

Então por que você não está aproveitando esta oportunidade para estreitar o contato com seu cliente?

Eu tenho feito check-ins em centenas de lugares, principalmente em lojas para testar se aquela empresa esta fazendo alguma ação com isso. Até hoje pouquíssimas oportunidades de ações me foram propostas, o que é um desperdício gritante.

Como pode ser feita uma ação destas? Se você tem uma livraria, estimule que os clientes façam check-ins na sua loja, com um check-in mais um compra de X reais, ofereça um café ou outro brinde qualquer como cortesia. Você pode fazer melhor ainda, ao invés de deixar que o cliente tenha que digitar toda a campanha, dê um acesso para o check-in apoiando esta ação com um cartazete explicando a campanha, onde ele pode escanear um código de Quick Responde (QR Code) e ir direto para página da campanha. 

Além de o cliente te prestigiar com a realização de uma  compra, ainda irá fazer propaganda desta visita para todos os seus  231 amigos no Facebook, que irão comentar com seus outros 231  que irão compartilhar depois, cada um, com suas 231 amizades on-line.  Não coloquei este número  231 ao acaso, segundo uma estatística publicada pelo Estadão, os brasileiros estão em segundo lugar na média de número de amigos nesta rede social, sendo esta a quantidade média de amigos que cada usuário brasileiro da rede possui. Eu mesmo já ultrapassei o número 400.

Também no caso de editoras as campanhas de Location Marketing  podem e devem ser utilizadas,  em noites de autógrafo, participações em feiras e principalmente em ações compartilhadas com livrarias. Por que não fazer uma ação, compre aqui o Livro tal, faça um check-in com uma foto exibindo o livro e ganhe uma caneca de café?

Se você ficou interessado em experimentar uma campanha destas, além de ler o artigo que citei acima dizendo o que não fazer, leia também este outro, clicando aqui, sobre como começar.

Se quiser o auxilio de alguém que possa te apoiar em performances de campanhas digitais, veja outras modalidades de ações que também pode ser alavancadoras de resultados clicando aqui.

É importante planejar para não errar, mas o pior erro mesmo é não enxergar as oportunidades e ficar parado enquanto o mundo está girando cada vez mais rápido.








4 comentários:

Rodrigo Goncalves disse...

Olá, sou o distribuidor da Silverpop na América Latina. Muito bom seu artigo. Você conseguiu passar a essência do Location Based Marketing.
Vale a pena assistir o vídeo em: http://placepunch.com

[]s,
Rodrigo.

Rodrigo Goncalves disse...

Olá! Você passou bem o conceito de Location Based Marketing. Só para complementar, acho que vale a pena assistir o vídeo em: http://placepunch.com

Gerson Ramos disse...

Ola Rodrigo:

O maior desafio é resumir em linguagem acessivel para um publico que não tem familiaridade com tema, uma ação como essas, que se é simples para quem se vale regularmente de ações digitais, para quem não tem este hábito parece algo semelhante ao TeleTransporte do Jornada nas Estrelas. Obrigado pela participação

Rodrigo Goncalves disse...

haha! Para muitos parece Star Trek mesmo. Automação de marketing então... Quando eu explico que dá para automatizar as réguas de relacionamento e fazer com que 1 pessoa tenha interação personalizada com centenas ou milhares de outras, fica todo mundo me olhando como se eu fosse de outro planeta.
Estamos chegando a um ponto em que o maior desafio não está na tecnologia em si e sim em escalar o seu uso.
Nada que o darwinismo não resolva, certo?
De qualquer forma, parabéns novamente pela sua compreensão e pelo seu poder de síntese e tradução . :-)