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domingo, 31 de agosto de 2008

Balconista, vendedor ou atendente ?

Como você se refere ao profissional de vendas que atua no piso da loja, recebendo os clientes, dando o primeiro atendimento e sendo o maior responsável pela percepção que esta pessoa levará da visita feita à sua loja? Quando eu comecei a trabalhar em livraria, esta função era batizada de balconista, porque na época ainda havia um balcão que separava funcionários de clientes. Hoje em dia a maior parte das livrarias utiliza um lay-out que não separa mais a equipe da livraria do cliente desta maneira. Mas de vez em quando eu ainda ouço alguém se referir ao vendedor da livraria como balconista. Além da questão retórica, eu entendo que a distinção entre as diferentes denominações tem muitas outras implicações. Eu prefiro o conceito que a palavra atendente traz embutida. Aquele que atende, que dá espaço para que o cliente passeie pelas prateleiras à vontade, quando ele tem esta vontade e que se demonstra solicito e atento para consultas que este leitor pode vir a fazer à qualquer momento. Qual a sua opinião?

4 comentários:

Ronaldo disse...

Concordo com o termo "atendente" muito mais amplo e longe de "vendedor" que nos dias atuais - perdão pelo trocadilho infame -
vende DOR, dado a quantidade de gafes que os proprietários deste termo nos contemplam.

Em tempo,
Balconista também é horrivel.. Acredito que pior que isso só "livreiro" mesmo. Alguém aqui nasceu atrás de um balcão? Acredito que não, existe vida após o expediente e apesar de óbvio muitas pessoas não prestam atenção em boas sacadas dos reais atendentes.

Marcello Lopes disse...

Olá.

Sempre leio seu blog.

Trabalhei na Fnac, Saraiva e Livraria Cultura,e prefiro a denominação de livreiro, ao contrário do Ronaldo, eu vivo do livro (trabalho na ed.Gente), leio muito e até hoje frequento as livrarias que trabalhei.

O termo livreiro é amplo, e me dá a sensação daquele velhinho em meio á centenas de prateleiras sempre com um ótimo livro para indicar.

As outras denominações talvez aprisionem um pouco o real espírito de quem trabalha com livros.

Se me permite, gostaria de convidá-lo a conhecer o meu blog, é um clipping de resenhas, informações sobre arte, música (jazz e world music).

Se chama Cultura & Devaneios.

Foi um prazer visitá-lo mais uma vez.

Marcello Lopes

Ronaldo disse...

Respeito integralmente a opinião do Marcello, no entanto acredito
que uma pequena nota não será de todo o mal.

Também trabalho com livros, igualmente frequento livrarias, sebos, porões culturais .. enfim.. por "culpa" do Assimov, do Huxley e logo depois do Tolkien tenho o hábito natural da leitura há algumas décadas.

Infelizmente e me desculpem as gratas exceções o termo" livreiro" e logo à seguir
o "velhinho em meio a centenas de livros " é deveras romântico e guardada as devidas proporções
um conto de fadas clássico, porém enfadonho.

Absolutamente nada contra os "velhinhos", meia-idade, jovens ou recém nascidos, mas no mundo atual infelizmente muitos que se denominam "livreiro" estão distantes da visão acima.

O que noto são apenas pessoas preocupadas com " o que vende". Pessoas que fora de ambiente de trabalho ( livrarias, sebos e congeneres ) não tem o hábito de ler sequer tablóide de supermercado.

Novamente peço o "perdão" das exceções, mas em muitos
casos temos na verdade o Chef de cozinha que não faz um "jantarzinho" em sua casa, não mexe em uma colher de café
fora do restaurante ou indica um bom prato que não seja o dele.

Antes que digam, mas agora o romântico esta sendo você, esclareço que não sou estúpido, tão pouco militante do PCO
o "mercado" esta ai e faz parte do jogo, no entanto o termo livreiro continua sendo uma
designação pejorativa, viciada e deslocada em nosso tempo.

Deva Mantovani disse...

Apesar de estar em outro segmento comercial, sou adepto da boa leitura e até por enfrentar os mesmos problemas permito-me entrar na discussão. Concordor que o termo ``vendedor``(embora seja este nosso principal objetivo), não seja o mais correto, também não gosto do termo ``atendente`` e muto menos de ``balconista`` ( e por que não caixeiro?). Em meu ramo de atividade prefiro e procuro formar ``consultores``, pois são eles, além de vendedores, aqueles que irão tirar dúvidas e informar ao cliente os dados técnicos do produto. Por tanto este profissional tem que ter, acima de tudo, conhecimento do produto e da profissão, sendo ao meu ver muito mais completo que nas definições anteriores.