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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Manipulação na lista dos mais vendidos

Qualquer pessoa que trabalha no comércio de livros tem alguns motivos para duvidar das listas de mais vendidos publicadas pela imprensa.
Verdade seja dita, muitas vezes mais pelo viés que geram os pontos de vendas consultados, frente aos históricos que temos nas mãos do que por manipulação deliberada.
Mas desta vez o caso foi grosseiro.
Como era possível que um livro que agitou o cenário político, as redes sociais, deixou clientes batendo de porta em porta de livrarias atrás de um exemplar, não aparecesse em lugar nenhum da lista mais consultada pelo mercado?
A lista da Veja impressa na edição que foi as bancas no final de semana, não exibe o livro Privataria Tucana em nenhuma das 30 posições que permitem a versão impressa, embora o local apropriado para este título seja entre os primeiros postos da categoria Não Ficção, mas no minimo entre os 10 era de se esperar que o encontrássemos por lá.

Nem mesmo na versão On-line, que contem a lista estendida, não apenas os 10 mais vendidos de cada categoria como é tradicional na versão de papel da revista, mas 20 best-sellers de cada categoria, fazendo jus às facilidades de espaço que uma publico virtual possui.
Mas ali também não era possível encontrar o livro de Amaury Ribeiro Jr.

Desde que o PublishNews começou a publicar a soma total das quantidades informadas por cada ponto de venda, este tipo de "erro" ficou mais difícil de engolir.

Depois de o alarde ter sido dado pelas redes sociais, de novo esta danadinha, a Revista Veja alterou a lista no site incluindo o noivo fenômeno de vendas.
veja o caso com mais detalhes no blog do Nassif:
E agora, a confiança nas listas que já não era estas coisas, foi por ralo abaixo.
Ainda bem que temos o PublishNews...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Prorrogado prazo para inscrições do cadastro do Livro de Preço Baixo

Atenção! quem não conseguiu fazer tudo ganhou um folego extra.
Foi prorrogado ate o dia 31/12/2011 a data pra inscrição do Portal do Livro da Fundação Biblioteca Nacional.
Livrarias e editoras terão agora até esta data para fazer cadastro de suas lojas ou de seus livros para que possam participar deste projeto.
Veja abaixo mais informações:

Na sua cidade tem uma biblioteca pública (estadual, municipal, comunitária, rural ou ponto de leitura) ?
Sabia que a possibilidade de que esta biblioteca seja uma das que vão receber verbas do Governo Federal para aquisição de seus acervos é muito grande?
E o mais importante:
Você sabia que a sua loja pode ser a escolhida para fazer esta venda? O Programa de Ampliação e Atualização de Acervos das Bibliotecas de Acesso Público, recém-anunciado pela Fundação Biblioteca Nacional, investirá, nos próximos meses, R$ 37 milhões em livros que serão adquiridos pelas bibliotecas diretamente nos Pontos de Venda. Preferencialmente, em pontos de vendas nas próprias cidades e regiões em todos os estados brasileiros onde estão localizadas as cerca de três mil bibliotecas públicas que serão beneficiadas com verbas de no mínimo R$ 4.000,00 (quatro mil reais) e no máximo R$ 50.000,00 ( cinquenta mil reais) que serão utilizados para compras de livros cadastrados no Portal do Livro da Biblioteca FBN (clique aqui e veja a lista das contempladas).

Este valor será utilizado para aquisição em um único ponto de venda, de preferência o mais perto possivel da região onde fica esta biblioteca. Você está esperando o que para fazer parte ? Para participar*, é necessário que sua loja se inscreva já no Cadastro Nacional de Pontos de Venda no Portal do Livro FBN, no endereço na internet www.bn.br.

O prazo para participar desta primeira etapa do Programa termina no dia 31/12.
Não fique de fora dessa!

Prorrogada inscrições para cadastro do Livro de preço baixo

Atenção! quem não conseguiu fazer tudo ganhou um folego extra.
Foi prorrogado ate o dia 31/12/2011 a data pra inscrição do Portal do Livro da Fundação Biblioteca Nacional.
Livrarias e editoras terão agora até esta data para fazer cadastro de suas lojas ou de seus livros para que possam participar deste projeto.
Veja abaixo mais informações:

Na sua cidade tem uma biblioteca pública (estadual, municipal, comunitária, rural ou ponto de leitura) ?
Sabia que a possibilidade de que esta biblioteca seja uma das que vão receber verbas do Governo Federal para aquisição de seus acervos é muito grande?
E o mais importante:
Você sabia que a sua loja pode ser a escolhida para fazer esta venda? O Programa de Ampliação e Atualização de Acervos das Bibliotecas de Acesso Público, recém-anunciado pela Fundação Biblioteca Nacional, investirá, nos próximos meses, R$ 37 milhões em livros que serão adquiridos pelas bibliotecas diretamente nos Pontos de Venda. Preferencialmente, em pontos de vendas nas próprias cidades e regiões em todos os estados brasileiros onde estão localizadas as cerca de três mil bibliotecas públicas que serão beneficiadas com verbas de no mínimo R$ 4.000,00 (quatro mil reais) e no máximo R$ 50.000,00 ( cinquenta mil reais) que serão utilizados para compras de livros cadastrados no Portal do Livro da Biblioteca FBN (clique aqui e veja a lista das contempladas).

Este valor será utilizado para aquisição em um único ponto de venda, de preferência o mais perto possivel da região onde fica esta biblioteca. Você está esperando o que para fazer parte ? Para participar*, é necessário que sua loja se inscreva já no Cadastro Nacional de Pontos de Venda no Portal do Livro FBN, no endereço na internet www.bn.br.

O prazo para participar desta primeira etapa do Programa termina no dia 31/12.
Não fique de fora dessa!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Um tweet que salvou uma livraria.

O bom de seguir gente boa no twitter é que a gente recebe informações preciosas. Como por exemplo a dica deste vídeo que foi enviado pela Albaniza da Editora Armazém da Cultura.
Acione o Closed Caption (CC) na tela do YouTube para ver as legendas em inglês.

Como aprendi a gostar de ler com 11 atitudes simples de meus pais

Esta eu tive copiar do Blog Livros e Afins.


"Uma professora de português, na pós-graduação em Literatura Brasileira que faço na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), disse que é comum que mães questionem os livros indicados aos filhos, considerando-os muito complicados.
Pensei que uma boa idéia seria perguntar delicadamente a essa mãe que outros livros ela teria indicado durante todo aquele tempo antes de ele chegar às aulas de Literatura.
Os pais têm papel fundamental na formação dos novos leitores. A responsabilidade não pode ser jogada apenas nas costas dos professores na hora de ensinar a gostar de ler.
Eis algumas coisas que meus pais fizeram para que eu me tornasse amigo dos livros. Se você for pai ou mãe, espero que isso ajude.
  1. Presenteavam-me com livros – Quase toda semana eu ganhava um livro novo. Nas datas festivas, além de um brinquedo, eu ganhava um livro.
  2. Levavam-me às livrarias – Nada mais divertido e que chame mais a atenção de uma criança que a colorida seção de livros infantis. Ainda que ela seja pequena e desorganizada, como costumam ser as de ultimamente, para a criança tudo é grande, vasto e divertido.
  3. Levavam-me à biblioteca - Nem todo mundo tem dinheiro para comprar livros toda semana. Mas uma biblioteca tem uma quantidade enorme de livros à disposição. De graça. Lembro como ontem o dia em que meu pai me acompanhou quando fiz a minha carteirinha. Emprestei uma edição do Príncipe Valente.
  4. Associavam esses passeios a coisas divertidas – Uma ida à livraria ou à biblioteca era acompanhada sempre de um sorvete, uma passada na pastelaria ou um passeio no zoológico. Não precisa ser nada muito complicado. A leitura deve estar ligada a atividades prazerosas já que também é uma.
  5. Não tinham preconceito quanto a gibis - As histórias em quadrinhos são ótimas maneiras de iniciar a criança à leitura. Embora sejam uma forma de arte diferenciada, habituam à palavra escrita.
  6. Liam histórias para mim – Minha avó também lia histórias para mim. Sempre que o fazia colocava seus óculos. Como eu ainda não sabia ler, um dia roubei os seus óculos imaginando que aquilo me ajudaria a entender aquelas letrinhas todas.
  7. Contavam histórias para mim – Quem gosta de ouvir histórias, gosta também de lê-las e de contá-las. Eles também me mantinham em contato com as pessoas mais velhas da família que, por natureza, são contadores de histórias. Quando criança, lembro de aos domingos, bem cedo, ir para cama de minha bisavó, onde ela me contava as suas aventuras da juventude.
  8. Davam livre acesso aos livros adultos – Eles nunca temeram que eu estragasse os livros da biblioteca, os livros “sem figura”. De fato, estraguei alguns, mas a minha transição dos chamados livros infantis para os adultos foi gradual e sem pressões, no meu ritmo. O primeiro que li foi Tubarão, aquele do filme.
  9. Meu pai me levava ao cinema – O cinema é uma das portas de entrada para a literatura. Foi ao ver Mogli, dos estúdios Disney, que me interessei em ler o Livro da Selva, de Rudyard Kipling.
  10. Eles liam – Meu pai, sobretudo, lia muito. Para uma criança, o cara mais legal do mundo é o pai. E, quando você é criança, tudo o que você quer é ser como o cara mais legal do mundo. E o mais importante:
  11. Eles NUNCA me obrigaram a ler – Tudo que é feito por obrigação é um saco. Coisas feitas contra a vontade causam trauma. E, depois de um trauma, mesmo que seja a mais prazerosa das atividades, mais tarde você vai associá-la com sentimentos ruins e se recusar a fazê-la. Para entender melhor, apenas neste item substitua a palavra leitura pela palavra sexo."

domingo, 11 de dezembro de 2011

Pode um livro mudar a história de um país?


Se alguem ainda tem duvidas sobre a força das redes sociais para divulgar um livro, recomendo prestar atenção na história deste lançamento da Geração Editorial.


O livro de Amaury Ribeiro Jr sobre as privatizações nos anos 90 conduzida pelo governo FHC traz revelações bombásticas sobre como este processo foi conduzido, revelando os bastidores de um esquema de corrupção e desvios de dinheiro que faz todas as outras denúncias recentes  publicadas pela "grande imprensa" parecer coisa de ladrão de galinha. Como consequência imediata, já  há uma petição do Ministério Publico contra os principais nomes denunciados e fartamente documentados.

Pois bem, esta mesma "grande imprensa" simplesmente ignorou o lançamento deste trabalho que consumiu 12 anos de trabalho investigativo do premiado jornalista. Mais do que ignorou, está tentando fazer um esforço para esconde-lo.

Agora qual não é a surpresa ao sabermos que somente através da divulgação em blogs e em redes sociais a editora vendeu toda a tiragem de 15 mil exemplares em apenas um dia !

Tirando eventos dedicados à ídolos teens e coisas similares, eu pelo menos ainda não tinha presenciado uma demonstração de tamanha força em tao pouco tempo. Bem possivelmente a próxima edição de 15 mil já prometida pela editora terá o mesmo destino. 

Espero que tiremos alguns aprendizados deste caso. Primeira lição para aquilo que é o razão de existência o deste blog imediatamente, de entender as situações e buscar melhorias no nosso mercado, que eu defendo ostensivamente que as redes sociais vieram para mudar o jogo de poder das mídias tradicionais e pra valer, não só como alternativa às mídias tradicionais, mas como um elemento que desequilibra a força dos grandes grupos, e depois e não menos importante, o aprendizado de que tem muito coisa não dita e não escrita  ainda que tem muita gente te interessada que não seja nem ouvida nem lida. Cabe à nós como cidadãos discernirmos melhor sobre os conteúdos enlatados e pasteurizados que tentam nos despejar goela abaixo, travestidos de informação "isenta e independente".

Parabéns à Geração pela dupla ousadia.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Quem quer vender livros para Bibliotecas Públicas de todo Brasil?

A Fundação Biblioteca Nacional publicou edital com chamada pública para que editoras e autores independentes inscrevam no Cadastro Nacional de Livros de Baixo Preço. Suas obras serão  vendidas ao consumidor final por preço de capa até R$ 10,00. 

R$ 21Milhões estão destinado à este edital

Editoras e Livrarias tem prazo até dia 20 de Dezembro para realizarem seu cadastros e participar deste e outros projetos que serão apresentados em 2012.


Para mais informações clique no link abaixo ou estou também à disposição para mais informações

Clique no banner do Portal do livro FBN

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Será que a Europa enquadra a Apple?

Ainda é muito cedo para avaliar qual vai ser o resultado, mas acho que vale a pena acompanharmos daqui com muita atenção os desdobramentos. De fato estas práticas monopolistas e de mercados fechados da Apple podem ser devastadoras para o nosso incipiente mercado digital.



Dica do blog do Nassif




Apple e editoras investigadas por concorrência desleal

De EFE/UOL

Comunidade Europeia investiga Apple e editoras por concorrência desleal

Bruxelas, 6 dez (EFE).- A Comissão Europeia abriu nesta terça-feira uma investigação formal para investigar se editoras internacionais, com a "possível" ajuda da Apple, recorreram a práticas de concorrência desleal no mercado de "e-books" (livros eletrônicos), no Espaço Econômico Europeu.

As editoras são a francesa Hachette Livre (da Lagardère Publishing), as americanas Harper Collins (de News Corp.) e Simon & Schuster (de CBS Corp.), a britânica Penguin (do grupo Pearson) e a alemã Verlagsgruppe Georg von Holtzbrinck (proprietária, entre outras, da Macmillan), informou a Comissão Europeia em comunicado.
"A Comissão indicou que a abertura do procedimento significa que "tratará o caso como assunto prioritário", e que o fato de iniciar uma investigação formal "não prejulga o resultado".

Bruxelas afirmou que, em particular, vai apurar se esses grupos editoriais e a Appel recorreram a "acordos ilegais" ou práticas que possam ter limitado a concorrência na União Europeia (UE) e no Espaço Econômico Europeu (os 27 mais a Islândia, Liechtenstein e a Noruega).

O Executivo Comunitário garantiu que vai examinar a natureza e os termos dos "contratos de agência" feitos entre essas cinco editoras e o varejo para a comercialização de livros eletrônicos e expressou sua "preocupação" sobre uma possível violação das regras europeias antimonopólio que proíbem os cartéis e as ações empresariais restritivas.

A Comissão indicou que a duração desse tipo de investigação depende de diversos fatores, incluindo a complexidade de cada caso, o grau de cooperação das empresas envolvidas com Bruxelas e o exercício do direito de defesa.

A instituição lembrou que fez em março inspeções surpresa nas sedes de várias companhias ativas no setor de publicação de livros eletrônicos em diversos estados-membros.

A Comissão Europeia confirmou que comandou investigações "paralelas e em estreita colaboração" com o escritório britânico encarregado de zelar pelo comércio justo (Office of Fair Trading, OFT), para que acordos sobre a venda de e-books respeitem as normas europeias de concorrência.

O órgão informou que, antes de iniciar sua investigação formal, as dependências britânicas já haviam fechado seu escritório por razões de "prioridade administrativa".

No entanto, a Comissão reconheceu a "contribuição substancial" apresentada pela OFT, e garantiu que continuará colaborando na investigação sobre os livros eletrônicos. EFE

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Agentes de Leitura

Assistam excelente reportagem sobre a luta para preservação de livrarias na França e o fantástico trabalho dos agentes de leitura no Brasil. Destaque para o trablaho apresentado pelo colega Fabiano Piuba, Diretor do Livro e Leitura do Ministério da Cultura. Criar condições para que livrarias cumpram seu papel social e cultural é preservar a cultura e construir cidadania. Levar o prazer da leitura para todos, é dar oportunidade de cidadania efetiva.