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quinta-feira, 28 de julho de 2011

P de Promocäo

Em tempos de 3 Fs,(Friends, Followers and Fans) uma boa ação de marketing pode melhorar o resultado, mas a soma dos outros 3 Ps tem que ajudar.

Aqui no caso, Preço era qualquer um, ou quanto pudessem dispor, Praça, estava bem apropriada, era praça da Igreja e o Produto era um caso típico de homeless inofensivo.

Boa dica do site www.gestordemarketing.com

Materiais do Congresso

Alguns links para o Slide Share das palestras já foram disponibilizados por seus palestrantes.

Dominique Raccah, apresentando ao tema Books in Transformation pode ser acessado clicando aqui.

A palestra da Martha Gabriel, falando sobre Marketing Para o Livro Digital está acessível neste link.

Quem foi, poderá relembrar as discussões. Quem não foi poderá navegar e procurar algum amigo que esteve presente para ajudar com as dúvidas.

Afinal de contas o que um congresso como este busca, no fundo é manter a discussão aberta para ajudar cada um a encontrar seus próprios caminhos.
Boa leitura


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sobre o Congresso do Livro Digital


Para obter informaçoes sobre as palestras que aconteceram no Congresso, sugiro que você visite o site do PublishNews que esta fazendo cobertura ao vivo e a cores.
No site você poderá ver que, como era de se esperar, o PN deu um show de colaboração, aliás a palavra mais citada nas palestras em geral.
Vou me atentar para alguns pontos mais particulares de bastidores aqui.
Um negativo. A baixíssima presença de livreiros no evento. Nem 10 presentes, tem até mais distribuidoras que livrarias.
Outro muito interessante. Creio que 30% da platéia, lotada, estava acompanhando as palestras portando i-Pads no seu colos, twittando e procurando no Youtube os videos e referencias apresentadas nas palestras. Hiperconectividade de fato
Atenção.
Livreiros de todo BRASIL, preparai-vos.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Nós somos o futuro

Estou preparando um curso para apresentar no dia 10 de Agosto e, assim como neste blog, estou reforçando a importância do bom uso das redes sociais para que empresas, principalmente ligadas à produção e venda de conteúdo (Editoras e Livrarias) estejam não só utilizando as ferramentas disponíveis hoje ( Twitter, Facebook, Orkut etc.) mas que estejam preparadas para lidar com um novo consumidor, que esta sendo formado.
Coincidentemente acabei de ver no Twitter o post da Marta Gabriel (palestrante do Congresso do Livro Digital) apresentando o link para este vídeo.
Sugiro assistir com atenção e reflexão.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Como a Borders quebrou.

Ainda sobre a falência da Borders, encontrei no site Publishing Perspectives excelente artigo de seu editor chefe, Edward Nawotka um dos palestrantes do 2º Congresso do Livro Digital que acontecerá na semana que vem em São Paulo, mostrando como erros de gestão e do entendimento do produto livro, cavaram o buraco em que a rede americana de livrarias se enterrou. Para ajudar, me atrevi a traduzir o texto, mas se preferir ler no original, clique aqui para ir ao site. Vale a pena ver se não estamos cometendo erros semelhantes nas nossas empresas.

Decisões ruins, sorte ainda pior. Como a Borders quebrou.

Por Edward Nawotka

Como todos sabem agora, a rede de livrarias Borders esta sendo liquidada. Centenas de lojas estão sendo fechadas e mais de 10 mil pessoas estão perdendo seus empregos.

Editoras vão sofrer, assim como pessoas das equipes de vendas para as livrarias também poderão perder seus empregos e centenas de milhares de livros indesejados serão despejadas de volta em seus armazéns como devoluções de compras.

Enquanto o desaparecimento da Borders pode eventualmente ser visto como um referendo sobre a viabilidade a longo prazo da capacidade das livrarias competirem contra a digitalização dos livros e os e-books, devemos lembrar que a origem da quebra da Borders aconteceu a uma década, por volta de 2001. Naquela época a companhia tinha mais de 2 mil lojas nos Estados Unidos (360 destas eram superstores), 50 no exterior, e gerou mais de US$ 3 bi em receitas anualmente. Mas uma série de decisões infelizes e uma tragédia comprometeram definitivamente a posição da companhia no mercado.

A primeira foi em Janeiro daquele ano quando Greg Josefowicz, o ex-presidente da Jewel-Ocso, uma divisão da rede Albertson de supermercados e farmácias, acrescentou o título de presidente do Grupo Borders à sua lista de títulos, que já incluía o de presidente e CEO da empresa.

Pode-se tratar livros como suco de laranja e shampoo? Josefowicz parecia pensar que sim e logo implementou uma estratégia polêmica de “gerenciamento de categoria”, um programa que limitaria o número de títulos que estariam à venda para um determinado gênero, fossem livros da gastronomia ou biografias. Não foi tão draconiana como o “pay-to-stay”-norma básica nos supermercados, mas que no entanto foi fortemente criticada por favorecer as grandes editoras em detrimento das pequenas e por adequar a oferta exclusivamente ao gosto da literatura do grande público.

Em seguida, em fevereiro, veio o anúncio de que a Borders eliminaria a posição do coordenador de relações com a comunidade nas lojas individuais, matando assim a mais forte ferramenta para estabelecer a fidelidade entre os leitores locais.

Então, em abril de 2011, a Borders decidiu abrir mão da gestão de seu próprio website e entregou a responsabilidade de sua gestão para a Amazon.com. A miopia desta decisão quando vista em retrospectiva não pode ser ignorada.

Finalmente, em 11 de setembro, a loja da rede com maior receita foi destruída durante os ataques ao World Trade Center, uma perda significativa sob qualquer análise. Sim, a Borders se recuperou e abriu uma reluzente loja nas proximidades alguns anos mais tarde, mas que nunca foi tão amada como a loja do WTC e fechou alguns anos depois.

O que se passou ao longo da década seguinte foi apenas uma longa série de eventos infelizes. Houve um movimento trabalhista entre os empregados da Borders tentado se organizar em sindicatos, chegando a paralisar a loja de Ann Arbor (sede da empresa) em 2003. Demissões atingiram a sede da Borders e o comitê central de gestão começou a se parecer com aqueles carros de palhaço dos circos, onde uma multidão de pessoas entra pela porta da frente com outra fugindo pela porta de trás. O golpe final foi a crise de 2008 que desmontou planos ambiciosos para reinventar a cadeia em uma empresa no “estado da arte” .Uma empresa varejista digitalmente idealizada, muito antes da Barnes & Noble chegar a pensar em fazer a mesma coisa.

Olhando para trás, minha memória mais querida da Borders é a de fazer uma peregrinação na cidade de Ann Arbor em busca de uma cópia do livro "Neuromancer" de Willian Gibson, em 1984 na loja número 1 da rede (eu cresci próximo à Wayne, Michigan) Todas as crianças descoladas do meu bairro estavam lendo o livro e a Borders foi o melhor lugar para comprá-lo (e pegar alguns módulos de “Dungeons & Dragons” na loja de jogos ao lado. Sim eu era um geek).

Desde então eu passei a gostar de fazer compras em dezenas de lojas da Borders nos Estados Unidos, em pontos tão distantes como Kauaii, Hawaii, San Juan e Porto Rico. Como muitos outros. Eu vou ficar triste de vê-las partir.

Sendo honesto, eu vou sentir mais saudades da Borders porque fazer compras lá estava muito barato. Se você fizesse parte do programa de fidelidade deles você poderia obter descontos de 30-40 até 50% em suas compras. Além disso, eles concediam “Borders Bucks” basicamente um desconto adicional. Se você fosse esperto o suficiente poderia nunca pagar o preço cheio de qualquer coisa.

Às vezes, até o café que eu tomava na cafeteira da loja custava mais caro que os livros que eu comprava. Eu costumava perguntar para minha esposa quando saia da loja com uma montanha de coisas que tinha comprado por uma ninharia, “Como eles podem ainda estar neste negócio?”.

Agora eu sei. Eles não podiam. Quando eu olho para trás, pode parecer estranhamente profético que o primeiro livro que comprei na Borders foi aquele que definiu o início da era digital e nos apresentou a palavra ciberespaço. Ainda assim, quando a administração gostaria de culpar os e-books e os formatos digitais, bem como a economia pelo desaparecimento da Borders, a verdade é que tudo se resume em uma única coisa. Erro humano.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Final melancólico para a Borders

Vou apenas transcrever o texto da Reuters, muitos vão tentar associar este evento à chegada do livro digital, mas pelo que já li, tem mais a ver com um posicionamento estratégico errado:
"A rede norte-americana de livrarias Borders Group se aproximou da liquidação no domingo depois que o prazo para o recebimento de ofertas pela empresa acabou sem interessados, publicou o Wall Street Journal, citando fontes próximas do assunto.

O prazo de ofertas pela segunda maior rede de livrarias dos Estados Unidos se encerrou no domingo, antes de um leilão judicial marcado para terça-feira, publicou o diário.

Na semana passada, um juiz de falências tinha aprovado plano para liquidação da Borders depois que uma venda para a empresa de investimentos Najafi Cos fracassou.

A Borders abriu pedido de recuperação judicial em fevereiro, depois de anos tentando competir com a rival maior Barnes & Noble e com Amazon.com em um momento em que mais consumidores optam por comprar seus livros pela Internet. As vendas online da Borders representam uma pequena fração do faturamento da empresa.

Procurada pela Reuters, a Borders não comentou o assunto"

Um profissional Singular


Na semana passada soube que o Carlo Carrenho estava de mudança para a função de Diretor Executivo da Singular Editora, empresa focada no segmento digital, ligada ao Grupo Ediouro.

Contive minha vontade de contar à todos até que a noticia fosse devidamente divulgada, o que ocorreu neste fim de semana.

Além de já ser íntimo da casa, Carlo esteve à frente da Editora Thomas Nelson até julho do ano passado, não consigo imaginar ninguém mais indicado para conduzir os projetos de Print On Demand, Self Publishing e demais ações no mundo digital do que o Carrenho.

Excelente notícia para todos do mundo editorial, no mundo físico e digital, pois pouquíssimos sabem transitar com tanta desenvoltura e conhecimento entre uma realidade e a outra, quanto este paulistano que desembarcou na Urca há 4 anos e vai ajudar a contar a história do livro com muito mais criatividade e competência.

Manda ver, Carlo.

Há espaço para Livrarias Internacionais no mercado Brasileiro?


Uma nota que vi no twitter da semana passada me deixou matutanto um longo período antes de decidir fazer este post.

Livrarias muito tradicionais no exterior, conseguiriam obter aqui no Brasil a mesma percepção de marca que possuem nos seus países de origem?


A minha provocação com relação ao Brasil, que em nenhum momento é citado no artigo, vem justamente do fato que as editoras internacionais há já algum tempo tem aportado aqui na terra brasilis com muita determinação, mas com exceção da Fnac, nenhum varejista internacional se atreveu a desembarcar em solo tupiniquim fincando aqui suas bandeiras originais para vender produtos editoriais.

Eu era gerente do antigo Ática Shopping Cultural, quando a Fnac comprou a gigante livreira, na época especulava-se que a Barnes & Noble havia se interessado pela empresa também, mas que a empresa americana não acreditava que haveria no Brasil espaço para mais que 2 ou 3 lojas naquele formato, portanto inviabilizaria a construção de toda a infra-estrutura necessária para um projeto de tamanho envergadura. Será?

Voltando à questão de Brand Equity, creio que até hoje mesmo a Fnac, já devidamente tropicalizada, tem dificuldades em ser reconhecida em toda a extensão de seu potencial de vendas e diversidade de ofertas. Por ter trabalhado 2 anos na Fnac conheço bem suas vantagens e quando indico a um amigo que faça compras, por exemplo, de informática ou foto nesta rede, a primeira reação é me perguntarem "Mas lá não é mais caro?"

"Não, não é, pelo contrário, sem contar a vantagem de lidar com gente que conhece de verdade o assunto", é sempre minha resposta.

No fundo o que isso tudo significa? Atravessar o Atlântico não foi suficiente para fazer com que o brasileiro inclua a empresa francesa em suas primeiras opções de compras, mesmo nos itens que historicamente ela domina. Talvez quem viaja à França com regularidade associe à marca tudo o que ela representa no imaginário do povo daquele país, mas e o restante dos brasileiros?
O mesmo artigo indica que a Foyles, tradicional livraria inglesa, está procurando parceiros no exterior.
Seria uma oportunidade para alguém querendo abrir uma livraria no Brasil?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Tempo de mudança

Os visitantes mais frequentes deste blog, devem ter percebido que nos últimos meses estive um pouco ausente, minhas preocupações com o dia a dia da gestão da empresa consumiram as poucas horas livres que eu tinha para minhas conjecturas e observações do mercado.
Eu vinha me deparando com um necessidade de dar um novo caminho na minha jornada profissional (e pessoal) e hoje , como diria Júlio César, cruzei o Rubicão.
Nos próximos dias deixo a empresa que fundei 11 anos e que hoje ocupa a posição de maior distribuidora de livros do pais.
Não é pouco e tenho muito comemorar com a construção deste projeto, mas também tenho que estar atento às mudanças.
Embora comece hoje um período sabático de reciclagem para mim, com certeza terei mais tempo para me dedicar ao blog e na atividade de pensar o mercado, sem contar em cuidar da minha saúde que andou um pouco a desejar.
Para quem visita o blog com regularidade é uma boa noticia.