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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Pocket books


Sou um fã de pocket books desde meu primeiro emprego em livraria, na Livraria Brasiliense em 1982. Aquelas capas com relevo, super coloridas, mesmo num papel barato, atraíam meus olhos como imãs. O formato, a opção desbragada pelo apelo direto, emocional, sem nem uma tentativa de parecer mais do que aquilo que de fato era. Literatura de entretenimento, para ler e dispensar, era algo tão novo para mim que até hoje me fascina.
Para minha alegria, recebemos na distribuidora um lote de alguns milhares de pockets vindo dos Estados Unidos e hoje, menos de 30 dias depois, vejo que praticamente nada sobrou no estoque.
É incrível o fascínio que este tipo de literatura desperta nos leitores em geral.
Já vi muito intelectual de carteirinha se esbaldar na livraria levando na sacola 2 ou 3 livrinhos destes para se refastelar num final de semana prolongado.
Lembro-me também de uma feira da ABA em Chicago em 1996 em que um cara, americano, loiro, cabelos compridos, saradão, um dos modelos mais frequentes de capas de romances no charmoso formato de livros, posava para fotos ao lado das livreiras americanas, que faziam filas, e que filas, para criarem uma imaginária capa de folhetim amoroso.
Divertido, cafona, assumidamente cafona, mas divertidíssimo.
Uma coisa é fato, o pocket é um formato eterno e sua presença em livrarias é um prenúncio certo de se colocar money na parte da vestimenta que leva o mesmo nome do simpático livrinho.

2 comentários:

Corredor X disse...

Meu Caro, sou escritor e livreiro aqui no Rio. Gostaria de travar uma amizade e de repente a gente pode fazer algo juntos. Abraços.

Marcelino Rodriguez

www.marcelinorodriguez.blogspot.com
www.marcelinorodriguez.wordpress.com

Gerson Ramos disse...

SAlve Marcelino, anote ai meu e-mail, vamos conversar e por o barco juntos na agua.
gerson@superpedidotecmedd.com.br
Bom 2010